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Poesia em movimento.
Van
Eu não sei nada. Só contemplo as miudezas espalhadas pela vida.
Um pó de estrela que risca o céu, um bigode de gato desenhando preguiças, uma réstia de luz passando pela cortina pesada, uma dor pesando nos olhos, as linhas das mãos mudando, a pele ficando mais seca, um relógio antigo soando no fundo do dia... Sei lá. Essas coisinhas que ninguém vê, sabe?
E eu, tonta, vejo demais. Mas saber, saber mesmo, não sei.
2 Responses
  1. Ana Marques Says:

    significa

    apenas

    que vês o tempo, que o vives.

    Por isso teu tempo deve passar até mais devagar.

    :)
    'dorei os toques visuais de dias tão maravilhosamente (in)comuns.

    Beijo!

    Ana Marques
    http://confrariadostrouxas.blogspot.com/
    http://escritoserabiscos.blogspot.com/
    http://falopios.blogspot.com/


  2. Ava Says:

    Estou a explorar seus espaços e cada vez me vejo mais embevecida com tanta poesia.

    Beijos!